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Ervas e Especiarias
Vamos nos dedicar um pouco a cada uma das
ervas e especiarias usadas nos temperos
completos Mixtemper e também vendidas
individualmente. Além do nome mais comumente
conhecido no Brasil, acrescentamos os
correspondentes nomes em latim, inglês e
francês, o que é bastante útil para
consultas em outras fontes e evita algumas
confusões que geralmente ocorrem com os
nomes em português.
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Nomes |
Características e Curiosidades
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ALCARÁVIA
Carum carvi
Caraway
Carvi
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Tem sido usado como tempero há cerca
de 5000 anos; há evidências de seu
uso culinário na Idade da Pedra.
Suas sementes são bastante
semelhantes às do cominho, fazendo
parte da mesma família (junto com o
aneto, o coentro e o aipo). São
muito utilizadas nas cozinhas no
norte e do leste europeu. Entram na
composição do licor alemão Kümmel,
nome pelo qual também são
conhecidas. Ressaltam o sabor de
vegetais, sendo usadas especialmente
para batatas, repolho, cenoura e
cogumelos, e para carnes gordurosas
(porco, pato etc.). Também muito
usadas em pães e bolos.
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ALECRIM
Rosmarinus officinalis
Rosemary
Romarin |
Seu nome em latim significa "orvalho
do mar". De aroma bastante
característico e possante, é
originário das regiões mediterrâneas
da Europa. Muito ligada à cultura
européia, o alecrim marca muitas
tradições e rituais, estando sempre
presente em batismos, casamentos e
funerais. Versátil, acompanha bem
desde vegetais de sabor forte até
geléias e vinho. Excelente com todos
os tipos de carnes (é escolha
obrigatória para a carne de
carneiro), assim como com batatas,
grãos e molho de tomate. Deve ser
usado com bastante parcimônia, pois
seu excesso pode dominar o sabor e
até mesmo arruinar um prato. Devido
à presença de alguns anti-oxidantes,
é um dos mais poderosos conservantes
naturais conhecidos. É um dos
ingredientes básicos da mistura de
ervas mais típica da cozinha
francesa, as "ervas de Provence".
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ANETO
Anethum graveolens
Dill
Aneth
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Nativa do Mediterrâneo e noroeste da
Ásia, suas sementes são conhecidas
como endro. Para os romanos
antigos, era um símbolo de
vitalidade; para os gregos, remédio;
na Idade Média, proteção contra
bruxaria (apesar de ser um
ingrediente básico em muitas poções
mágicas). As folhas e as sementes
possuem sabores distintos e bastante
refinados, sendo ambos presença
obrigatória em pratos escandinavos,
e também na cozinha alemã e da
Europa Oriental. As sementes ficam
bem com arroz, carnes e vegetais
cozidos, e pães.
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CANELA-DA-ÍNDIA
Cinnamomum zeylanicum
Cinnamon
Cannelle
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Extraído da casca de uma pequena
árvore nativa do Sri Lanka, hoje
cresce na maioria das regiões
tropicais. Há 4500 anos motivava o
comércio entre os babilônios e os
indianos. É mencionada diversas
vezes na Bíblia e em manuscritos
sânscritos. Há muita confusão entre
canela e cássia (Cinnamomum
cassia, nativa da Birmânia),
sendo que a maior parte da canela
vendida no Brasil (e também nos
Estados Unidos e em outros países) é
na verdade cássia, que é mais barata
e muito semelhante. A verdadeira
canela, quando encontrada, é
normalmente identificada no Brasil
como canela-da-índia. Apesar de seu
uso em pratos salgados ser bastante
limitado no ocidente, a cozinha
asiática tira bastante proveito dos
contrastes deliciosos que
proporciona em pratos salgados. Além
dos bolos, pudins, biscoitos e pães
que usualmente tempera, fica muito
bem - se usado de forma adequada -
com vegetais, cozidos de carnes e em
curries. Fica muito bem em bebidas,
como café, chás e chocolates.
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CRAVO-DA-ÍNDIA
Eugenia aromatica
Cloves
Clous de girofle
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Seu nome deriva do latim clavus, que
significa "prego", como realmente se
parecem esses brotos, colhidos ainda
fechados e secos ao sol, das flores
de uma árvore originária das Ilhas
Molucas (também conhecidas como
"ilhas das especiarias"), na
Indonésia. Verdadeiras guerras foram
travadas em busca do monopólio de
sua produção, obtido pelos
holandeses ao expulsar os
portugueses daquelas ilhas, e
posteriormente abalado pelos
franceses, que conseguiram
contrabandear sementes para as Ilhas
Maurício (as árvores florescem
apenas em clima tropical marítimo).
Com aroma bastante incomum, é
excelente em pratos com presunto ou
bacon, e sobretudo em longos
cozimentos, adicionando profundidade
ao sabor de carnes vermelhas. Podem
ser adicionados ao bouquet garni ou
"pregados" em cebolas inteiras, nos
cozidos. Tem a propriedade de fundir
sabores. É extremamente forte, e um
pequeno excesso pode dominar o prato
e deixá-lo com um sabor quente e
amargo.
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CÚRCUMA (AÇAFRÃO-DA-ÍNDIA)
Curcuma longa
Turmeric
Safran des Indes
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O nome açafrão designa,
oficialmente, uma planta
completamente diferente daquela que
conhecemos pelo nome de açafrão: a
Crocus sativus, uma flor
asiática da qual se extrai o estigma
para produzir o tempero de longe o
mais caro do mundo (são necessárias
centenas de milhares de flores,
colhidas à mão, para se extrair um
quilo de açafrão). Na prática, o
nome açafrão é usado para se referir
à cúrcuma, um rizoma subterrâneo da
família do gengibre, que tem em
comum com o açafrão apenas a sua
forte cor amarelo-alaranjada (que
faz com que seja bastante usado,
quando em pó, para adulterar o
verdadeiro açafrão, apesar do aroma
e sabor serem completamente
distintos). A cúrcuma adiciona um
aroma quente e suave aos alimentos,
além de sua cor amarela. Essencial
em curries e em muitos pratos
orientais, a cúrcuma fica muito bem
com arroz, feijões, aves, peixes e
vegetais diversos. Uma pequena
quantidade é suficiente para
provocar uma mudança na coloração do
prato.
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ERVA-DOCE
Foeniculum vulgare
Fennel
Fenouil
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Cresce selvagem nas margens do
Mediterrâneo. Tem sido usado com
tempero e vegetal por milhares de
anos. Popular entre os gregos e
romanos, era também conhecida na
China, Índia e Egito. Durante a
Idade Média, seu chá era usado para
curar todos os tipos de coenças.
Contém o mesmo óleo essencial do
aniz, daí sua fragrância adocicada
(apesar de mais suave). Tanto as
folhas como as sementes são usadas
na cozinha. É na Europa a erva por
excelência para o preparo de peixes.
As sementes são usadas em aves,
verduras, tomates, e também maçãs,
pães e biscoitos. É ingrediente
essencial em diversos licores
famosos (Sambuca, Chartreuse e
outros).
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GENGIBRE
Zengiber officinale
Ginger
Gingembre
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Rizoma aromática originário do sul
asiático e de ilhas do Pacífico, já
era cultivado na Ásia e na Europa há
3000 anos, e seu cultivo foi
espalhado pelo mundo pelos
portugueses e espanhóis (que
controlava seu comércio no século
XVI). Com sabor limpo, fresco e
picante, é usado em pratos doces e
salgados - apesar do seu potencial
ser explorado em toda sua plenitude
apenas na cozinha asiática, onde
talvez seja de todos os temperos o
mais importante. Pode ser usado
fresco ou seco em pó (e também em
conservas, xaropes ou cristalizado),
mas essas formas não são
intercambiáveis na cozinha: o sabor
e aroma são totalmente distintos. O
gengibre fresco destaca o sabor de
pratos menos apetitosos, corta a
oleosidade e amacia carnes
gordurosas, dá uma sensação de
frescor em frutos do mar, além de
ficar bem em vegetais, aves e
peixes. O gengibre em pó fica melhor
em pratos doces como pães, biscoitos
pudins, frutas cozidas ou assadas e
algumas bebidas.
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LOURO
Laurus nobilis
Bay
Laurier
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É a folha aromática de uma pequena
árvore cultivada desde a antigüidade
nos países mediterrâneos. Nas
antigas Grécia e Roma, formavam as
coroas usadas pelos vencedores de
batalhas ou disputas esportivas,
assim como os poetas (de onde se
originou o termo "laureado"). Na
cozinha, o louro é indispensável Seu
sabor suavemente amargo o torna
delicioso acompanhando praticamente
qualquer prato: desde carnes, peixes
e massas até pratos doces (como
pudins e sobremesas à base de
leite). Seu óleo essencial é
liberado lentamente, de forma que é
mais adequado a cozimentos longos. É
o principal ingrediente do bouquet
garni, um buquê de ervas (geralmente
contendo tomilho e salsa, às vezes
também manjerona, aipo e até cravo)
colocado no início do cozimento e
retirado ao final.
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MACIS
Myristica fragrans
Mace
Macis
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Macis é a membrana
laranja-avermelhada que cobre a
casca da noz-moscada, dentro do
fruto da árvore que é originária das
Ilhas Molucas, na Indonésia. Muito
usada na Índia, foi introduzida no
ocidente pelos árabes, logo se
tornando - junto com a noz-moscada -
uma das especiarias mais caras e
procuradas. Seu sabor é semelhante
ao da noz-moscada (lembrando uma
mistura de pimenta-do-reino com
canela), porém mais sutil e
aromático; por ser levemente
adstringente, se sai melhor em
pratos salgados. É bastante versátil
na cozinha, servindo a pratos doces
e salgados: desde biscoitos, tortas,
pudins e bolos, até carnes e aves.
Salienta o adocicado existente nos
vegetais, adiciona um sabor
amanteigado e funde sabores. Ao
contrário da noz-moscada, conserva
seu sabor por bastante tempo mesmo
em pó.
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MANJERONA e ORÉGANO
Origanum majorana / vulgare
Marjoram / Oregano
Marjolaine / Origan
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Variedades da mesma planta, o
orégano é uma espécie mais selvagem
da manjerona, de aroma mais potente
e característico. A manjerona possui
aroma mais delicado e refinado, e,
em algumas variedades, até
adocicado. Similares também na
aparência, ambos são nativos das
regiões mediterrâneas, onde são
indispensáveis na cozinha. O orégano
é mais forte no solo quente e seco
do mediterrâneo, especialmente na
Grécia, onde existem diversas
variedades selvagens (seu nome em
grego significa "alegria das
montanhas"). É a típica erva para
pizzas, e possui maior penetração na
cozinha brasileira e mexicana. A
manjerona é mais utilizada na
cozinha francesa e na de países mais
frios, onde pode ser cultivada. São
ambas excelentes em molhos de
tomates e para saladas, carnes,
aves, peixes, massas e feijões,
sendo que o orégano resiste melhor a
cozimentos mais longos, e conserva
melhor o seu sabor quando seco.
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SÁLVIA
Salvia officinalis
Sage
Sauge
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Nativa da costa norte do
mediterrâneo, foi usada durante
muito tempo exclusivamente como erva
medicinal, antes de se tornar mais
importante por suas qualidades na
cozinha (o que ocorreu somente no
século passado). Um conhecido ditado
europeu dizia que "quem tem sálvia
no seu jardim não precisa de
médico", graças às suas propriedades
revitalizantes para a mente e o
corpo. A sálvia é um tempero
potente: uma folha é tudo o que você
precisa, um pouco mais e seu sabor
pungente poderá dominar o prato.
Muito usada na cozinha italiana,
sobretudo para grãos, peixes, aves e
carnes gordas (cuja digestão
facilita bastante). É bastante usado
em chás (onde suas propriedades
medicinais são melhor aproveitadas)
e em bebidas geladas com frutas.
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SEGURELHA
Satureia montana / hortensis
Savory
Sarriette
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Há duas variedades, ambas originadas
do Mediterrâneo: uma perene, também
chamada de segurelha selvagem ou de
inverno (com sabor mais forte e
pungente), e uma anual, também
chamada de segurelha de jardim ou de
verão. Com sabor forte e levemente
picante - que se situa entre o
tomilho e a menta - seu uso é
associado aos legumes (especialmente
feijões, com quem tem uma particular
afinidade, tanto pelo sabor quanto
por facilitar a sua digestão).
Também adequada para carnes
grelhadas, aves, peixes, molho de
tomate, e tipicamente para
aromatizar queijos de cabra. É um
dos ingredientes básicos das ervas
de Provence, junto com o tomilho
(com quem compartilha algumas
propriedades em comum), a manjerona
e o alecrim.
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TOMILHO
Thymus vulgaris
Thyme
Thym
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Nativa da região do Mediterrâneo,
onde cresce selvagem entre
rachaduras nas rochas, possui mais
de uma centena de variedades Raros
são os pratos que não se beneficiam
com seu uso, o que a torna talvez a
planta aromática mais popular da
cozinha européia. Seu sabor combina
bem com a maioria das outras ervas,
valorizando-as sem deixá-las
sobressair em demasia (tanto que é
componente essencial de duas das
misturas mais importantes da
culinária francesa: o bouquet garni
e as ervas de Provence). Facilita
notavelmente a digestão de carnes
gordurosas, como porco, pato e
carneiro. Também usada em outras
carnes e em vegetais, cozidos,
assados, grelhados ou sautés
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ESTRAGÃO
TarragonTarragon
Artemesia Dranunculus
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O estragão é uma erva diferente,
pois embora não tem quase nenhum
aroma, possui um forte sabor, sendo
quente e temperado, ao mesmo tempo
em que é ligeiramente doce. Essa
mistura de sensações fez do estragão
um ingrediente indispensável para as
poções de amor. O estragão é
perfeito em saladas, refrescando
legumes, milho e pepino. Combina
muito bem com ovos e omeletes.
Frango com estragão é outra
combinação clássica. A carne de
peixe pode ser aromatizando com
estragão: basta utilizar a manteiga
aromatizada sobre o peixe grelhado.
O estragão é essencial para o molho
Béarnaise e complementa
incrivelmente o molho tártaro.
Juntamente com cebolinha, salsa e
cerafólio formam as "fines herbes",
um requinte da cozinha francesa.
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MANJERICÃO
Basilic |
O Manjericão é cultivado há pelo
menos 2.000 anos. Para os hindus, o
manjericão é a mais sagrada das
plantas, sendo cultivada nos templos
e nas casas para protejê-los do mal.
Na ilha de Creta e em algumas partes
da Itália, o manjericão era o
símbolo do amor lavado pelas
lágrimas, enquanto em outras partes
da Europa, simbolizava o amor, e ao
se dar manjericão à pessoa amada, o
amor se tornaria eterno. O
manjericão acompanha perfeitamente
tomate e outros vegetais de verão.
Salpicar manjericão sobre uma salada
de tomates já é suficiente para
obter-se uma salada mágica. Use - o
também em molhos de tomate e sopas ,
ratatouille e gazpacho. Os italianos
utilizam manjericão nas sopas de
peixes, no molho pesto e nos molhos
em geral. Os tailandeses usam-no em
molhos picantes para suavisar o
sabor da pimenta. Uma das saladas
mais saborosas para os dias quentes
é a famosa Salada Caprese, consiste
na simples e perfeita combinação de
tomates frescos fatiados, muzzarela
de búfala fatiada, manjericão ( de
preferência o de folhas largas) e
azeite. |
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